TC 28,6 A (Salt.: sem IV)
Sexta-Feira da semana 28 do Tempo Comum.
- Santa Hedviges, religiosa, mf.
Sendo princesa da Silésia, dedicou-se aos pobres e doentes, fundando albergues. Com a morte do marido, entrou no Mosteiro de Trebniz onde realizou a sua páscoa.
- Santa Margarida Maria Alacoque, virgem, mf.
Teve revelações místicas sobre a devoção ao SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS.
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Tudo que foi publicado sobre este assunto até agora, pode ser visto na página deste blog «Ordem Alfabética de Publicações no Blog». Letra Q de «Quem como DEUS».
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=> A Ecclesiofobia do século XVI:
DEUS tinha acorrentado Satanás por uns "mil anos", como está no Apocalipse; depois o príncipe das trevas e deste mundo aos poucos, nos desígnios divinos, foi solto: permissão de testar JOB, a IGREJA militante (a padecente e gloriosa são intocáveis e um dia a IGREJA será só gloriosa). Sabemos, do Livro de Job, como terminará. Está profetizado. A IGREJA, independente de ter membros pecadores neste mundo (muito mais pecadores seriam fora dELA, se forem membros fiéis...), é SANTÍSSIMA. Job é figura de CRISTO e de CRISTO total, a IGREJA. Uma ecclesiofobia é uma fobia inimiga da salvação, porque fora da IGREJA não há salvação para ninguém.
Consultando a História, Fulton Sheen observa que o século XVI pediu uma nova igreja. Isto é, a rejeição da IGREJA.
Como pesa a herança do pecado original, o orgulho a cegar a inteligência humana! A IGREJA foi fundada por JESUS CRISTO; JESUS CRISTO não é um homem como nós, mas DEUS que, pelo Seu poder divino fez o maior de todos os milagres, assumir a nossa humanidade depois do «SIM» de MARIA para nos redimir. Estamos a rejeitar a Sua igreja, OBRA DE DEUS?
Há maus exemplos na IGREJA militante? Até seriam piores fora dELA, a menos que se tratem de infiéis e aí a IGREJA nada pode fazer, DEUS respeita a nossa liberdade e, neste caso, pertencer ou não pertencer à IGREJA dá no mesmo. JESUS deixou claro que na IGREJA militante (ou peregrinante), o joio de Satanás estaria presente e misturado com o trigo do SENHOR até ao Juízo Final. Tu estás na IGREJA não é para olhar para os outros, que até te podes enganar nos teus juízos e julgamentos, mas para olhar para CRISTO, para ti mesmo, para te salvares.
JESUS assumiu a nossa humanidade (imaculada concepção da IGREJA, pois, não existe um corpo só cabeça, falarei disso noutra altura) para realizar aquilo que a DEUS é impossível: sofrer e morrer por nós para reparar a nossa injustiça. Só podia morrer como homem. Ao homem é impossível reparar o seu mais leve pecado venial, diante de DEUS, quanto mais o da humanidade inteira com os seus gravíssimos pecados. Os merecimentos da CRUZ foram infinitos porque JESUS é DEUS, a Sua pessoa não é humana, mas divina.
São Paulo, falando da IGREJA, diz ser o CORPO MÍSTICO DE CRISTO e agora querem uma nova igreja (os que sabem do que São Paulo disse sobre a IGREJA): naturalmente, mundana, obediente, não a DEUS, mas ao mundo dominado pelo príncipe deste mundo.
Fora do CORPO MÍSTICO DE CRISTO, que é a IGREJA de CRISTO, não há salvação para ninguém, mas o Inferno. Temos pois a Ecclesiofobia no final da Idade Média, que é uma insanidade.
Seria uma questão de tempo, nessa separação impossível entre CRISTO e a Sua igreja - CRISTO e a Sua Esposa formam uma só carne -, surgir a Cristofobia.
A Religião cristã é a única que é sobrenatural: nELA está a adoração, o louvor, o agradecimento, o pedido de perdão (para os seus membros e para o mundo) como convém - realizado pessoal e como assembleia (igreja) -, pois tudo é realizado pelo único mediador da nossa salvação, JESUS CRISTO, no ESPÍRITO SANTO, que reza e intercede por nós e pelo mundo como convém. E isto, em favor de todo o homem, desde Adão até ao último.
Agora, lá no século XVI, querem um nova igreja, puramente humana, fundada pelo homem que não se pode salvar nem a si mesmo, quanto mais ao mundo.
A religião judaica é preternatural, pois DEUS SE revelou a este povo escolhido, mas sem a comunicação da Sua vida divina no homem (da vida sobrenatural, que vem do Baptismo). E todas as outras religiões são naturais, fundadas por homens. A cristã é a única que é sobrenatural: a VIDA DO PAI, que está no FILHO, é comunicada ao fiel pelo ESPÍRITO SANTO. Querer uma nova igreja por parte de quem nunca quis entrar nELA (não digo fisicamente) e, por isso, nada sabe dELA, é insensatez.
Negando a IGREJA, dizendo que basta a fé em CRISTO JESUS, mais tarde ou mais cedo negar-se-ia CRISTO (heresias sobre a Sua divindade e humanidade, que já apareciam nesse tempo é uma negação dAQUELE que deixou claro QUEM É). Mais tarde ou mais cedo será negado CRISTO, porque negar a IGREJA DE CRISTO é negar CRISTO, CABEÇA e CORPO são uma só coisa. JESUS deixou isso bem claro na conversão de São Paulo: perseguir a IGREJA é o mesmo que perseguir o SENHOR.
=> Cristofobia, como consequência natural da ecclesiofobia:
A negação de CRISTO teve início no século XVIII: pediu-se um novo cristo: JESUS não mais DEUS, mas apenas mais um homem como os outros, que fundaram religiões naturais.
Negando CRISTO JESUS, que é DEUS e o único caminho para DEUS, ELE é o CAMINHO, a VERDADE e a VIDA, seria uma questão de tempo a negação de DEUS. O próprio SENHOR disse isso mesmo sobre o ódio do mundo contra ELE e contra os Seus discípulos: por não conhecerem DEUS.
=> Teofobia, como consequência da Cristofobia:
A Teofobia aconteceu com toda a naturalidade da Cristofobia. Assim, observa Fulton Sheen, isso aconteceu no século XIX, surgindo os deuses ridículos da modernidade, como veremos. A Teofobia conduziria como consequência à Religiofobia.
=> Religiofobia como consequência da Teofobia:
Da negação de DEUS - o deus que SE revelou e depois assumiu a nossa humanidade -, vieram os deuses ridículos e todos eles mundanos e com as suas fantasiosas "religiões", até o desporto ficou infectado.
DEUS criou-nos à Sua imagem e semelhança, mas o pecado original trouxe a desordem à natureza humana e ao mundo. Contudo, temos os meios de recuperar isso na IGREJA, a fundada por CRISTO e que é sobrenatural, numa vida genuinamente cristã. A soberba do homem moderno, nascido do pecado original, inventou um deus (deuses, há mais de um inventor) à imagem e semelhança da sua soberba e ódio a DEUS, um ódio irracional e o maior de todos os pecados.
A Religiofobia da "nova religião" surgiu no século XX, segundo Fulton Sheen, uma pandemia de idolatria.
Não se evoca mais em nome de DEUS, mas da idolatria, eis alguns desses falsos deuses que nem a si se salvam:
Em nome do falso progresso, da ciência infectada pela ideologia e da falsa liberdade, escreve Fulton Sheen, a IGREJA, na visão da modernidade, tornou-SE uma seita [Ecclesiofobia] (visão deles, não da realidade); CRISTO, um mestre de moral (igual a qualquer outro) [Cristofobia]; DEUS, o símbolo da tendência ideal das coisas [Teofobia ridícula]; e a Religião, uma atitude de simpatia para com o universo [Religiofobia tola].
Tudo isso teve o seu início no século XVI, com o Renascimento (final da Idade Média). DEUS não está mais no centro (TEOCENTRISMO), mas o homem tornado ídolo sem consciência das suas imensas limitações, do seu verdadeiro nada sem DEUS (antropocentrismo).
Já dizia a Serpente a Eva que seriam como deuses - como se isso fosse possível -, e o antropocentrismo reflecte muito bem a mentira do pecado original: em vez do pretendido deus humano, um homem que nada sabe de si mesmo, que nada é sem DEUS, que nada pode sem NOSSO SENHOR.
A religião, segundo filósofos e teólogos do século XX (já nos encontramos no século XXI) não têm DEUS no centro, mas o homem (antropocentrismo)
O deus verdadeiro, revelado na SAGRADA ESCRITURA, e que o censo comum da humanidade inteira conhece e testemunha na história e na pré-história, é negado pela soberba da modernidade, fabricando ídolos, como veremos, que ofendem a razão humana; é uma fé, mas uma fé irracional.
DEUS
- diz a luz natural da razão em conformidade com a REVELAÇÃO; diz também o censo comum, embora sem a clareza que a luz natural da razão pode dar (Filosofia) -
é o SER SUPREMO e PERFEITO, o ALFA (princípio) e o ÓMEGA (fim) de todas as coisas. E JESUS disse isso mesmo de SI, ser o ALFA e o ÓMEGA, coisa que não passaria pela cabeça de ninguém, nem do mais inspirado de todos os homens de todos os tempos, dizer isso de si mesmo, não fosse ter sido dito por JESUS, que o disse por ser O QUE É, DEUS.
DEUS é o ALFA, o princípio, porque sem ELE nada existe, nada progride, nada evolui (nada a ver com a macro-evolução irracional). E há uma razão para as criaturas progredirem, buscarem a perfeição, a sua realização que só acontece em DEUS, o ÓMEGA, seu fim.
DEUS é PERFEITO, até a humanidade inteira sabe porque só pode ser assim, sobre DEUS - e está de acordo com a REVELAÇÃO. A FÉ não nega a razão, só as fé que inventaram religiões sem DEUS a negam.
| Tudo que existe distinto dELE, as criaturas, depende inteiramente de DEUS e é nesta dependência que está o fundamento de toda a religião. |
(Fulton Sheen)
O censo comum da humanidade inteira sempre compreendeu isso mesmo, com mais ou menos consciência dessa verdade, e em todos os tempos deixou vestígios disso mesmo: desse reconhecimento de dependência, dessa dependência de DEUS.
Escreve Fulton Sheen que as razões da modernidade negar o DEUS que SE revelou (Teologia) e que a nossa razão pode compreender por analogia, pelo que observamos nas criaturas (estudado na Filosofia Aristotélica-Tomista), são de natureza filosófica, psicológica e sociológica.
Uma filosofia adoentada pelo homem velho, que não foi libertado por JESUS CRISTO, um psicologia que precisa de ir ao psicólogo e uma sociologia dominada de ideologia.
Em tudo isso, peço: DEUS tenha misericórdia da modernidade que O nega, com o agravante do Seu FILHO ter vindo ao mundo na nossa carne para curar a modernidade.
Fico por aqui.
«EU vim para que tenham vida e a tenham em abundância.» (JESUS)
Continuação de uma boa semana no seu sexto dia (Sexta-Feira) e até amanhã, se DEUS quiser!